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Squid - Instalação e Configuração

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sexta-feira, 20 de abril de 2012

E se o O.S. mais usado no mundo fosse o Linux…


Eu até compreendo o indivíduo que declarou ter problemas em passar do Windows para o Linux. Senti o mesmo ao experimentar o Windows. Decidi experimentá-lo, pois alguns amigos que o usam a toda hora me disseram que era um sistema ótimo.

Fui até ao site da Microsoft para baixa-lo, mas não estava disponível. Fiquei frustrado porque não consegui descobrir como se baixava o mesmo. Por fim tive que perguntar a um amigo e ele me disse que tinha de ir na loja e comprar. Entrei no meu carro, dirigi até à loja e pedi a um dos vendedores uma cópia do Windows. Ele perguntou-me qual, eu disse-lhe: "Quero a mais completa, por favor" e ele respondeu: "São R$ 599,00, por favor…". Soltei um palavrão e voltei para casa de mãos abanando.

Um dos meus amigos me deu uma cópia do Windows XP e me avisou para não dizer a ninguém. Achei estranho, porque faço sempre cópias do Linux para qualquer pessoa que me peça e digo sempre para passar essa cópia a qualquer outra pessoa que esteja interessada, uma vez que já precisem dela. De qualquer forma coloquei o CD no leitor e esperei que iniciasse o sistema do "Live CD". Não funcionou. A única coisa que fazia era perguntar-me se o queria instalar. Telefonei para um dos meus amigos, para saber se estava a fazer alguma asneira, mas ele disse-me: "O XP não roda o sistema diretamente do CD".

Decidi, então, instala-lo. Segui as instruções que apareciam na tela mas comecei a ficar nervoso porque não perguntou nada sobre os outros sistemas operacionais. Quando instalei o Linux, ele reconheceu que tinha outros sistemas operacionais na máquina e perguntou-me se queria criar uma nova partição e instalar o Linux lá. Voltei a ligar para o meu amigo e ele disse-me que o Windows elimina qualquer outro sistema operacional que encontra na hora da instalação.

Fiz uma cópia de segurança das minhas coisas e joguei-me de cabeça na instalação. A instalação foi bastante simples, tirando a parte em que tive que escrever umas letras e um código. Tive de ligar outra vez para o meu amigo, mas ele ficou chateado e veio escrever ele próprio o código. Voltou a dizer-me para não dizer nada a ninguém (???). Depois de reiniciar o computador, dei corrida de olhos pelo sistema.

Fiquei chocado quando me deixou mudar as configurações do sistema sem pedir o acesso de root. O meu amigo começou a ficar um bocado irritado quando liguei outra vez para ele, mas acabou por aparecer em minha casa. Disse-me que o acesso de root era dado logo na inicialização. Tratei logo de fazer outra conta de usuário normal e passei a usa-la.

Comecei a ficar confuso quando tentei fazer mudanças e o sistema, ao invés de pedir acesso de root, disse-me que tinha que fechar a sessão de utilizador normal e abrir uma sessão como administrador. Comecei, então, a perceber porque é que tantas pessoas entram sempre como root e tive um arrepio na espinha.

Bom, mas já era hora de trabalhar. Fui ao menu "Iniciar -> Programas", para abrir uma planilha que eu precisava terminar, mas não consegui encontrar a aplicação de planilhas. O meu amigo disse-me que o Windows não trazia nenhuma aplicação dessas e que eu teria que baixar da Internet.

"Oh…", pensei, "uma distribuição básica". Fui ao "Adicionar/Remover Programas" do painel de controle (tal como no Linux), mas não havia lá programas para adicionar. Apenas deixava remover os programas. Não consegui encontrar o botão para adicionar aplicações. O meu amigo disse-me que eu tinha que procurar as aplicações por minha conta. Depois de muita pesquisa no Google, lá encontrei, baixei e instalei o BrOffice.

Para dizer a verdade, diverti-me à brava com o Windows. Não entendi muito da terminologia… Porque é que há um drive A, depois um C… Onde é que está o drive B? Achei a distribuição demasiado básica, não inclui nenhuma aplicação que seja verdadeiramente de produtividade e torna-se muito confuso procura-la. O meu amigo disse-me que eu precisava de software anti-vírus e anti-spyware, mas o Windows não vinha com nada disso.

Achei-o difícil, confuso e demasiado trabalhoso para mim. Pode ser bom para uma pessoa que seja do tipo técnico (ou que gosta de perder tempo!), como o meu amigo, mas eu fico com o Linux, obrigado.

=P

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terça-feira, 10 de abril de 2012

O social dissociado

Um amigo escreveu um texto bem verdadeiro e profundo, comentando a situação de nossa atual sociedade e suas 'manias'! Leiam e tirem suas conclusões.


O social dissociado

É de bom grado que vivenciamos a era do incessante avanço tecnológico nos tempos atuais – inovação tão celebrada e difundida que, inexoravelmente, tem alterado bastante o convívio humano, de um modo geral.

Com isso, ao longo do tempo, economizaram-se: fios, com o advento do celular; fala, com o dos torpedos e dos e-mails; memória, com o do próprio celular e do computador; e até na escrita das palavras: “vc”, “kza”, “bjo”, “pq”. Economias que não prejudicam o bolso de ninguém, muito menos a saúde, no caso das palavras; porém, as de nível governamental, nem se falam, pois só servem de alimento às corrupções políticas. PQP!
Hoje a pressa é tamanha em tudo que vamos fazer que, detalhes são atropelados, impiedosamente, a qualquer momento, e em qualquer lugar, nesse trânsito poluído de fuligens impudoríferas (no trabalho, nos meios de locomoção, nas relações interpessoais, no respeito aos animais, ao meio ambiente). Isso tudo é fruto proveniente do ESTRESSE, resultante da busca acirradíssima de valores materiais e morais (dinheiro, fama, poder, titulações acadêmicas... ), que GERA status sociais e instiga o bem-estar espiritual. Aonde vamos com essa cobiçada carruagem, nefasta, com capacidade de lotação sem limite?

O destino é previsível e garantido: a MORTE!

É lastimável o cenário ideológico como o mundo se encontra, com a demasiada exploração dos recursos naturais, para satisfazer os desejos do homem, que está sempre buscando formas de explorar: crescimentos desenfreados populacional e urbanístico (desmatamentos, queimadas, extinção de animais); sucessivas inovações tecnológicas (aparelhos eletrônicos, automóveis – impressionante a quantidade fabricada, por dia, mundialmente > congestionamentos > poluição). Em detrimento disso, certos hábitos ou paradigmas surgiram, principalmente nos centros urbanos, no ensejo dessa nova projeção mundial. O modelo de homem passou de “humano” para “tecnológico” - este, um verdadeiro judas que prefere tocar com os próprios dedos nas teclas da virtualidade a acreditar na realidade presencial. E, aproveitando-se disso, a mídia faz média da expectativa deste espectador judiado; oferecendo-lhe, sobretudo, comidas típicas do seu cardápio (da mídia), e “enfica” o BBB, as novelas, as ideologias políticas...

Ademais, atualmente, nota-se uma aviltante substituição do termo “social” (ex-social) pelo “virtual” (social), este sob o rótulo de “redes sociais” na internet – uma ferramenta de uso massificado, bastante recorrida praticamente em tudo que vamos fazer; no entanto, uma espada afiadíssima, de dois gumes, para quem não sabe usufruí-la. Tais redes alteraram significativamente a fórmula dos relacionamentos pessoais, dando nova configuração aos moldes da comunicação, da informação e da propagação do conhecimento, através dos bate-papos, orkut, twitter; e, febrilmente, o facebook, onde o indivíduo fofoca sua própria vida, descrevendo sua rotina: dizendo o que está fazendo, o que deixou de fazer, o que pensa, além de (re)produzir, em sua maioria, criatividade supérflua, própria ou alheia (sem referências autorais) e publicando/compartilhando suas fotografias e vídeos, estes principalmente no youtube; porventura, sentido-se uma celebridade rodeada de “fãs”, idealizados por si próprio (“amigos”). E ainda há os curiosos, que adoram escarafunchar tais fotografias ou vídeos, para comentá-los: seja para criticar, admirar, bajular... Engraçado ou estranho que, as coisas “tecladas” no ambiente virtual nem sempre vêm à tona quando os indivíduos conversam pessoalmente em outro momento (é muita coisa para lembrar, porque “teclou” com vários “amigos” ou comentou várias fotografias e vídeos, e seu cérebro foi “terceirizado” pelo HD, pelo pendrive... ). Muitos estão acostumados a virar noites, conectados à rede mundial de computadores (internet) – interagindo com futilidades sociais – que perderam o costume de virar uma simples página de um bom livro. Por outro lado, a jornada de trabalho é superior à de sono.

Portanto, não nos causará surpresa quando ouvirmos nomes próprios, como: Googlenice, Maria Twitteira, Orkutência e Marcos Web. Certamente, todos nossos descendentes. Oxalá que eles não se esqueçam de que serão humanos, pelo menos!

Desta forma, cada dia que passa, estamos cada vez mais distantes da natureza das coisas: alimentos altamente industrializados e modificados, que contêm conservantes, que não conservam a vida (bebidas, em geral, enlatados...); amizades intensamente virtuais, que, denotativamente, não socializam a vida; e a irrelevância do paradigma espaço/tempo, com a desconsideração das fronteiras geográficas e com a rapidez influente nos processos naturais, como no crescimento das plantas e das frutas (transgênicos), na precocidade reprodutiva dos humanos (gravidez na adolescência) e na sua nova forma de procriação (fertilização in vitro). Aliás, constituímos uma geração transitiva em plena fase de teste alimentício e de hábitos modernos que, sabe-se, lá, quando, poderemos inferir algo de tranquilizante para o nosso amanhã. Sem falar na globalização culinária intercultural.
Por outro lado, a medicina evoluiu-se nos seus estudos contemporâneos ou as doenças evoluíram-se nos seus estados pro tempore?

A resposta não sabemos decifrá-la, mas indagamos mais uma torpe pegadinha da vida: por que certas doenças – como a gripe suína, ou gripe A (H1N1) – propagaram-se em escala mundial, matando milhares de pessoas? E a justificativa da medicina é sempre a mesma, para explicar o surgimento dessas doenças, associadas a vírus artificialmente criados em laboratórios. Dá para coçar alguma parte do nosso corpo, ou melhor, a orelha? Em virtude desse levante ideológico, as pessoas tornaram-se verdadeiras peças ajustáveis ao sistema capitalista – o principal comandante das manobras – que, de forma indutiva, aceitam, cegamente, tudo que é proposto por tal sistema (dependência exacerbada de remédios viciantes, vacinas... ).

Talvez, “magnífico” leitor, você esteja se perguntando por que o autor não foi parcial ou incisivo quanto ao seu ponto de vista nos argumentos levantados; porém, sucinto nos comentários destes. Somente entendamos a tonalidade sugestiva do sarapatel de assuntos complexos e reflitamos acerca dos seguintes ditados: “Mais fere a má palavra do que a espada afiada”; “O ócio é o pai de todos os vícios”; “A pressa é a inimiga da perfeição”; “A gente faz 99 e querem que complete 100”; “Quem vê cara, não vê coração”; “Amigos do bom tempo mudam com o vento”; “Quem muito abarca, pouco abraça”; “A formiga, quando quer se perder, cria asas”... Tudo de mais é prejudicial!

Consciência é a palavra-chave.

Júlio Luís de Moura Filho
Professor e Músico

"A Anarquia ostenta duas faces: a de Destruidores e a de Criadores. Os Destruidores derrubam impérios, e com os destroços, os Criadores erguem Mundos Melhores."
(Allan Moore - V for Vendetta)